quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Deixa, meu amor

Deixa, meu amor, a minha música tocar em você. Deixa de lado essa necessidade de viver no ritmo do tempo e vem dançar comigo por toda essa noite imensa, que uma boa dança à dois tem cheiro de eternidade, se não de eterna presença, que seja de eterna saudade daqueles que, quem sabe, julgaremos nossos melhores momentos vividos.

Deixa, meu amor, que os meus morangos doces adociquem a tua boca-fruta e te façam esquecer do amargo que é viver. Deixa que eu te cure as feridas acariciando teus cabelos, me deixa te cantar uma canção de ninar pra te tirar o arroxeado dos olhos e os traga apenas fundos, profundos como se deve ser, para que eu neles resgate os teus tesouro-verdades mais ocultos, cultos ou incultos, seja o que forem, pois o que me interessa são as essências, toda e qualquer coisa que faça parte do que te faz ser, simples e puramente, o que você é para mim.

Hoje, depois de você me matar eu quis te fazer morrer e depois quis te pegar no colo e chorar com você em arrependimento. O meu e o seu arrependimento por não sermos mais o que éramos, o meu e o seu contentamento por sermos ainda o que somos quando estamos juntos. Ressuscitados ou mesmo póstumos somos e seremos para sempre as criaturas mais abstratas, mas só quando estamos assim, juntos, por sabermos dar credibilidade ao desimportantíssimo, ao que ninguém mais pode ver.

Deixemos, meu amor, esses nossos venenos baratos, nos deixemos acontecer sem embaraços.

3 comentários:

Alice disse...

Acho qaue é universal querer este amor nde tirar o folego,de ser tão puro belo...
Realmente de completarmos....:D

fatoSempalavras disse...

as indiferenças amorosas,dos seres, são tão dóceis de lidar, por mais que doa.

que do teu amor possa sempre renscaer muita alegria e da dor, não fique nenhuma energia ruim por perto de ti.



saudades.

Nanda disse...

Perfeito pra um momento que atravesso...

Às vezes, vejo certas coisas envenenadas na minha vida e nem me dou conta que eu mesma preparei o veneno e fui bebendo lentamente...

Adoro te ler!

beijos